438 DIAS PERDIDOS NO OCEANO
Já pensou ficar à deriva perdendo o contato com todo mundo, sem a mínima chance de resgate, porquê ninguém sabe onde você está?
Agora imagina ficar mais de um ano à deriva, desaparecido no meio do oceano.
Hoje vamos falar da fantástica história de um homem que conseguiu sobreviver sobre as piores condições possíveis em alto mar.
Mas antes de começarmos, queria deixar aqui o meu pedido pra que deixe seu like, se inscreva no canal, ative o sininho e compartilhe com seus amigos esse vídeo, isso é muito importante para que possamos continuar trazendo mais histórias tão interessantes como essa.
José Salvador Alvarenga era um típico pescador da Costa Azul no estado mexicano de Chiapas. Um dia saiu para pescar com o amigo Ezequiel Córdobra, seu amigo e parceiro de trabalho, com a intenção de ficar em alto mar, pescando um dia inteiro, para capturar marlins, que era uma espécie muito comum na região.
Medindo aproximadamente 7 metros de comprimento, o barco que eles usaram tinha um único motor e um refrigerador pra armazenar os peixes pescados, sem nenhum sistema de GPS ou qualquer ferramenta de localização para orientá-los. A comunicação via rádio era precária principalmente em locais muito distantes.
Com o mar ainda bastante agitado e com quase meia tonelada de pescados, eles resolveram tentar retornar. Mas a maré não ajudava, e o motor já cansado não vencia a força do mar.
Até que passado algumas horas, foram pegos por uma terrível tempestade que permaneceu por 5 dias, quebrando o motor do barco bem como, comprometendo o refrigerador e os demais aparelhos eletrônicos.
Com muito custo, conseguiram fazer contato com o patrão, informando sobre os problemas que estavam enfrentando, e sobre o barco que havia sido danificado. Quase que de imediato, o patrão então enviou ajuda, porém não encontraram mais nada, dando início a uma operação de resgate que duraria dias.
Para se alimentar Salvador e Ezequiel pescavam, e em alguns momentos chegavam a abater aves e tartarugas. Água só bebiam quando chovia e eles conseguiam armazenar em garrafas. Por vezes chegou à matar a pauladas tubarões que rodeavam a embarcação, consumindo-os também, crus como os demais pescados, já que em alto mar, dentro de uma pequena embarcação era impossível ascender uma fogueira para cozinhar o alimento.
Infelizmente a companhia de Salvador não durou muito tempo. Ele relatou posteriormente que seu amigo Ezequiel começou à se sentir muito mal pela dieta que consumiam crua. Foram tantas as dificuldade que em dado momento tiveram que chegar ao extremo de beber a própria urina ou até mesmo tomar sangue de tartaruga para substituir a água potável. Ezequiel então chegou ao limite e não conseguia mais consumir os alimentos crus e foi perdendo as esperanças de que seriam socorridos. Cada dia mais debilitado, e após quase dois meses, Ezequiel acabou morrendo.
Agora Salvador, além de perdido em alto mar e entregue à própria sorte, estava sozinho. Sem saber o que fazer, ainda persistiu em resguardar o corpo do amigo, porém, com o passar dos dias, chegou ao limite no oitavo dia, tendo de jogá-lo ao mar visto que o corpo começara a se decompor.
Lutando para não deixar a morte do parceiro abalar seus pensamentos, mantinha-se ocupado se exercitando quando possível e recolhendo objetos de plástico que vez ou outra apareciam flutuando no mar para passar o tempo. Além disso, organizava alguns objetos no barco constantemente para ocupar sua mente.
Até que chegara o tempo em que sua sorte mudaria completamente após 438 dias só avistando água por todos os lados. Foi aí que Salvador avistou terra firme. O que ele acabava de encontrar era uma pequena ilha arquipélago das Ilhas Marshall e o Atol de ebon.
Então, ainda há uma certa distância, resolveu pular do barco e nadar até chegar à ilha, que por uma grande sorte era habitado. Lá foi encontrado por um casal de nativos na praia no qual lhes prestou os primeiros socorros e o levou para um hospital na região.
No hospital, após diversos exames, verificaram que ele estava desidratado, com problemas no intestino e com pressão muito baixa, consequência é claro de todo aquele tempo que passou perdido em alto mar, se alimentando mal e sem ter uma higiene adequada.
No total, estima-se que sua viagem foi de aproximadamente 10.000Km, o que significa que quase atravessou o oceano pafífico.
Muitas pessoas suspeitaram dessa história. O fato de ter sobrevivido nessas condições por 438 dias era inacreditável, já que seria impossível uma pessoa sobreviver apenas de animais crus e água da chuva. Uma das observações foi o fato de Salvador não apresentar escorbruto. Escorbruto é uma doença causada pela falta de vitamina C, e em casos extremos diminui os glóbulos vermelhos do sangue, provocando cansaço, fraqueza e podendo levar à morte, fato que inclusive, no passado matou muitos marinheiros em alto mar por conta dessa doença. Hoje por exemplo, os produtos cítricos como laranja e limão fazem parte da dieta dos marinheiros para que isso não aconteça. Salvador não ter desenvolvido tal problema pode estar ligado ao fato de que por várias vezes consumiu aves que poderiam ser ricas em vitaminas C, e que seu corpo absorveu o mínimo para sobreviver.
Em 2014, para tentar sanar esse grande mistério, ele foi obrigado a fazer um teste pra saber se estava mentindo, com um detector de mentiras, mas a conclusão foi que era tudo verdade.
Infelizmente, a família de Ezequiel; seu companheiro, o acusavam de ter “comido” as partes do corpo do amigo, mesmo Salvador negando que isso tivesse acontecido.
Já a família de Salvador nem sabia que ele estava perdido há mais de uma ano em alto mar, já que havia perdido o contato com ele à mais de 8 anos, considerando inclusive a hipótese dele estar morto. Todos esses fatos surpreenderam seus familiares e até mesmo os psicólogos que perceberam que o rapaz não conversava muito. Só respondia o que lhes perguntavam e com no máximo quatro ou cinco palavras.
Com toda essa história que mais parece ficção, após um tempo, Salvador decidiu procurar um escritor e jornalista americano chamado Jonathan Franklin, que escreveu o livro: 438 dias, a extraordinária história verdadeira de sobrevivência no mar.
Eles pensam inclusive em fazer um filme como o Náufrago de Tom Hanks.
Após o lançamento do livro a família de Ezequiel tornou à acusá-lo de canibalismo, e pediram mais de um milhão de dólares ao pescador, que mais uma vez negou ter comido o parceiro.
Salvador hoje vive com a família e tenta não pensar em tudo que aconteceu, e relata não ser pressionado pela família deixando-o viver em paz sua nova vida.
É isso aí pessoal, até a próxima!
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